A alguns anos um dos nossos métodos de luta, era deixar em habitações e comércios da vila velha, um folheto a pedir contagio pela nossa terra, explicando injustiças que aqui viviam.
Este nosso blogue, vai servir como um folheto,á espera que as pessoas deste nosso lugar o leiam e até escrevam nele a contagiar Sintra.
A Vila Velha já não é os bombeiros de Sintra no seu quartel, o velho hospital de Sintra a funcionar, o hockey club de Sintra a dar show no parque da liberdade,os diamantes negros a brilhar na sociedade união sintrense, o hotel neto e a pensão Bristol cheios de clientes - mas nós " OS AMIGOS DA VILA VELHA " podemos continuar a ser o velho " ZÉ ALFREDO " que se enervava nas ruas da vila , a defender este lugar...
Muitas marcas importantes que existiam neste lugar único já partiram mas em 1995 a UNESCO entregou outra aqui que nos obriga " Contagio" e a nunca partir...
Quando fomos os putos da da vila velha, jogamos á bola nas arcadas do palácio a sonhar que jogávamos no sintrense. Hoje poderemos ser "Bons" a defender a nossa Sintra, também.
No futebol são aplicadas varias tácticas, mas quem quiser defender Sintra connosco pode também inventar uma, falando de maneira diferente em defesa desta terra - É a nossa táctica para ganhar apoios para o nosso sitio, ao fabricar frases fortes em envergonhar a acomodação pela grandeza de Sintra e distante de qualquer vocação politica.
Este método, já o levamos durante 4 anos á junta de freguesia de são Martinho quando tivemos na direcção desta junta com um amigo que nos pediu ajuda (João Pedro Miranda ) . tentamos falar alto, frases que até ali estavam no silencio e com isso espantar o poder, obrigando-o a dar mais atenção a terra que nos criou.
Temos seguido também esta atitude na nossa colaboração no jornal de Sintra com VÍTOR MARQUES, ao longo de 30 anos.
Mas infelizmente nos últimos anos as constantes mudanças de direcção deste jornal regional da nossa terra tem humilhado a nossa luta pela vila velha. Tentam fugir do nosso contagio e mostrando soberania ao querer alterar ou proibir artigos a nossa colaboração. Querem demonstrar mais sentido de responsabilidade perante o leitor, mesmo quando não conseguem convencer se que podem " Não ter razão " perante o contagio do colaborador que foi um dos maiores culpados da historia deste jornal.
Relembrando o começo deste texto, para nós o jornal de Sintra, foi algo importante que como outros valores, partiram da vila velha...
Mas encontraremos com o tempo outros amigos que nos abram as portas ao nosso contagio em proveito de património mundial.
- E se for o cidadão da vila?
Esta será a maior marca deste lugar que deve mostrar se e nunca parecer que não existe aqui.
- Queremos pessoas que sintam aonde têm a sorte de existirem.
E até fica em Portugal...
03 dezembro 2009
25 outubro 2009
22 outubro 2009
20 outubro 2009
AGORA JÁ POSSO MORRER FELIZ

editado pelo jornal de Sintra em 1989.
vitor marques.
Durante os anos tenho enviado artigos ao "jornal de Sintra" e felizmente vejo-os aparecer em varias edições.
Um dos que eu nunca esqueci,foi publicado em 5 de Outubro de 1974, e chamava-se "agora já posso morrer feliz", dedicado ao Sr José Alfredo da Costa Azevedo,grande amigo de Sintra.
Tinha eu 17 anos,necessitava na revisão da escrita pelo meu amigo sr António Medina,para depois ser publicado na secção: Dos principiantes. vamos relembra-lo:
DOS PRINCIPIANTES
AGORA JÁ POSSO MORRER FELIZ
Surgiu o glorioso 25 de Abril e os acontecimentos ocorridos neste histórico dia provocaram,nos cérebros de homens cansados de sofrer as consequências do governo deposto,a maior satisfação e alegria. Na vila de Sintra havia também muitos desses homens firmes e esperançosos.
Perto do palácio nacional,junto á papelaria silva,juntaram-se grupos entusiasmados e eufóricos. comentando alegremente os acontecimentos da ditosa alvorada da tão desejada liberdade que as gloriosas forças armadas,em tão feliz hora,souberam restituir aos democratas portugueses.
Confesso que me senti tocado pelo entusiasmo delirante da massa humana que via a minha volta.E que gostei de tal contagio,que fez bastante luz no meu espírito moço e acanhado a entrar agora na caminhada da vida.
Num desses agrupamentos,reparei - e fixei - a alta satisfação de um homem, de voz rouca, afirma: - Agora já posso morrer feliz!
Como eu compreendo bem que estava em presença de uma alma sofredora que nunca perdera a sua fé no triunfo do seu idealismo!
Um sentimento que eu não sabia que era possível existir! Estava, portanto, em presença de um firme democrata!
- Agora já posso morrer feliz!
Uma frase de um sintrense de alma e coração - José Alfredo da Costa Azevedo - que despertou em mim um respeito e um sentimento que nunca mais esquecerei!
vitor marques
Hoje,passados tantos anos, começo a pensar que " Zé Alfredo" vai ser outro grande homem,designado para grandes homenagens,pelo povo da sua Sintra,depois de morto e o mais chocante,é que não morrerá feliz.
A sua Sintra, ainda está acorrentada, ainda não chegou cá o 25 de Abril.O seu povo continua silencioso, deixando um Zé Alfredo ou outro lutar sozinho, durante anos.
Teremos de pedir auxilio a Vizela?
Para dar a Sintra os homens competentes,amantes nascidos aqui,e que tenham sobretudo «coragem».
Quando nos será entregue Sintra? quando deixará Sintra ser dos outros?
Zé Alfredo seria mais feliz,na ponta final da sua vida,se notasse coragem dos habitantes da sua terra - Que desses o grito «chega». - mas com 81 anos,lá continua a reclamar o abuso, de tentarem beliscar a imagem da vila velha, e o seu património fantástico.
Quando é que o povo grita: Porque o atraso da recuperação do centro histórico?Aonde estavam quando construiriam o hotel Tivoli e destruíram tanto património? para quando a construção do parque de estacionamento nos baixos da volta do ducho? Para quando a conservação dos palácios,castelos,conventos,parques, Para receber a cada vez maior quantidade de turismo. Os visitantes após terem os palácios encerrados, e seguidamente o comercio, andam perdidos,e têm de partir ate ao Estoril para viver a noite.
- Em Sintra só de passagem?
nem cinema existe!
Amigo José Alfredo da Costa,passados 15 anos da publicação deste meu artigo,dedicado a si, e como comentário, acho que Portugal andou... Mas algumas terras de Portugal, como Sintra continuaram paradas,e se assim continuar não acredito que morra feliz.
Vítor marques ( os amigos da vila velha )
ALÉM DA NEVE...
artigo editado em 2004 no jornal de Sintra

Em 2004 faz 50 anos que caiu neve na vila velha. aqui no centro de sintra nos dias 1 e 2 de fevereiro,as casas,as ruas e a vegetação até ao cume do castelo,ficaram cobertos de branco.
Os doentes do velho hospital de Sintra agarravam se as janelas.Os clientes do hotel neto corriam para o centro do paço.Os empregados da pensão Bristol brincavam com os bombeiros junto ao seu quartel na vila.As freiras na quinta do Saldanha davam saltos de alegria em cima do branco que caíra do céu.O sino da torre do relógio alem de dar horas sempre certas parecia bater com mais força para que toda a vila acordasse.
Manhã cedo a frase mais gritada pelos moradores da vila era " olha neve"...
Neste dia esqueceu se a vida e a gloria que se vivia no parque da liberdade oferecidas pelo hockey clube de Sintra ou outras vitorias da Sintra daquela época,pois estavam-se perante uma oferta dos deuses.
passaram 50 anos sobre esses acontecimentos - não temos neve mas tambem perdemos varios simbolos da vila que hoje em vez de serem futuro são escombros de patrimonio que vivere de cabeça erguida e que nos fazia tanta falta para apoiar quando se é património mundial e quando se tem mais turismo.
Quintas que cercam a vila ao abandono,hotéis decapitados,ruas sem luz,cargas e descargas a "balda" e a qualquer hora do dia,estacionamento em todo o lado,hospital agarrado a amadora.
a retirada do estacionamento no paço e o encerramento do hospital foram oferecidas á vila velha com a meiguice de mentiras e em troca deram lhe uma esplanada de madeira num poleiro.É só saudade de algum progresso que existia na vila velha há 50 anos quando caiu neve...
VÍTOR MARQUES ( os amigos da vila velha)

Em 2004 faz 50 anos que caiu neve na vila velha. aqui no centro de sintra nos dias 1 e 2 de fevereiro,as casas,as ruas e a vegetação até ao cume do castelo,ficaram cobertos de branco.
Os doentes do velho hospital de Sintra agarravam se as janelas.Os clientes do hotel neto corriam para o centro do paço.Os empregados da pensão Bristol brincavam com os bombeiros junto ao seu quartel na vila.As freiras na quinta do Saldanha davam saltos de alegria em cima do branco que caíra do céu.O sino da torre do relógio alem de dar horas sempre certas parecia bater com mais força para que toda a vila acordasse.
Manhã cedo a frase mais gritada pelos moradores da vila era " olha neve"...
Neste dia esqueceu se a vida e a gloria que se vivia no parque da liberdade oferecidas pelo hockey clube de Sintra ou outras vitorias da Sintra daquela época,pois estavam-se perante uma oferta dos deuses.
passaram 50 anos sobre esses acontecimentos - não temos neve mas tambem perdemos varios simbolos da vila que hoje em vez de serem futuro são escombros de patrimonio que vivere de cabeça erguida e que nos fazia tanta falta para apoiar quando se é património mundial e quando se tem mais turismo.
Quintas que cercam a vila ao abandono,hotéis decapitados,ruas sem luz,cargas e descargas a "balda" e a qualquer hora do dia,estacionamento em todo o lado,hospital agarrado a amadora.
a retirada do estacionamento no paço e o encerramento do hospital foram oferecidas á vila velha com a meiguice de mentiras e em troca deram lhe uma esplanada de madeira num poleiro.É só saudade de algum progresso que existia na vila velha há 50 anos quando caiu neve...
VÍTOR MARQUES ( os amigos da vila velha)
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Artigo publicado no Jornal de Sintra a 30 de Novembro de 2006
